Desemprego diminuiu entre licenciados
Jovens que estão no superior preferem prosseguir estudos a enfrentar o mercado de trabalho. Em 2009, Portugal foi campeão nesta tendência. Ainda não são os dados definitivos sobre os efeitos da recessão económica no emprego, mas os números provisórios que já existem sobre 2009 colocam Portugal numa posição de destaque pela positiva. Dos 31 países que integram a Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE), foi um dos quatro em que o desemprego baixou, nesse ano, entre a população com 15 a 29 anos e estudos ao nível do ensino superior, segundo revela o estudo "Education at Glance", revelado ontem pela organização. Todos os anos a OCDE faz um ponto da situação sobre o estado e os desafios da educação nos seus Estados-membros. Para a edição de 2010, cujos dados de referência dizem respeito a dois anos antes, a OCDE optou por privilegiar a aposta no ensino superior. "Os poderes públicos devem desenvolver o ensino superior de modo a estimular o emprego e aumentar as suas receitas fiscais", conclui a organização, apoiando-se para esta mensagem nos dados provisórios do emprego em 2009. "Nos países mais afectados pela recessão económica, as pessoas pouco qualificadas tiveram mais dificuldades em obter ou manter um emprego", sublinhou a propósito o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria – Público
… e quem estuda tem melhores salários
Segundo o novo relatório da OCDE, Portugal é o país onde cada aluno custa mais tendo em conta riqueza nacional. O Estado gasta com cada aluno do ensino secundário o equivalente a 20,4% do PIB nacional per capita, e no ensino primário cerca de 13,7. Segundo o novo relatório da OCDE sobre educação, divulgado ontem, e tendo em conta os valores de 2007, os alunos portugueses são os que têm o investimento mais elevado nos 33 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, relativamente ao rendimento médio nacional. Ainda assim, em 2007, Portugal gastou 5200 euros com cada aluno do sector público, uma verba abaixo dos 6400 anuais, de média, na OCDE. Para Pedro Telhado Pereira, professor na Universidade da Madeira e especialista em Economia da Educação, são dados positivos, mas no que diz respeito a resultados, Portugal ainda está aquém dos restantes países europeus, e é também por isso que o país está entre os que ainda mais compensa um currículo com a expressão ''frequência do ensino superior''. (…) O impacto nas remunerações é maior nos países onde a frequência do ensino universitário ainda é baixa, como é o caso de Portugal, República Checa, Hungria, Itália ou Polónia, chegando as remunerações a ser 2,5 vezes maiores, ou mesmo quatro vezes maiores no caso português. Combinando os resultados do sector público e do privado, um estudante homem que complete o ensino secundário pode esperar ter um retorno de cerca de 207 mil euros, enquanto se acabar um curso superior pode atingir um retorno de 437 mil euros durante a sua vida de trabalho – I
2010-09-08 09:30
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