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Medidas drásticas perante uma dramática situação

07/04/2020

O hospital dos Olivais vai abrir na próxima semana e o Centro Clínico retomará gradualmente a sua atividade – o Mais Sindicato continua a trabalhar para garantir a manutenção dos cuidados de saúde aos beneficiários. Relembramos as causas da suspensão dos serviços médicos.

 

As circunstâncias inéditas que estamos a viver obrigaram-nos a tomar medidas que, apesar de impopulares, prevenissem males maiores.

Ao contrário de todos os outros sindicatos do País, o Mais Sindicato é o único que, além de garantir apoio sindical, tem sob sua responsabilidade um sistema de saúde com prestação de cuidados de relevo, que inclui várias clínicas e um hospital.

Com cerca de 1.500 trabalhadores e quase 100.000 beneficiários, foi necessário antever cenários e tomar medidas que protegessem a todos.

Contra essas medidas inevitáveis manifestaram-se, por um lado, os sindicatos dos médicos e alguns bancários, que mais não fazem que diariamente aproveitarem-se da situação de forma demagógica para fazer política; do outro lado tem estado certa comunicação social.

O Sindicato dos Bancários do Norte e o Sindicato dos Bancários do Centro, bem como outras unidades de saúde do País, nomeadamente vários serviços de urgência de alguns Hospitais públicos e privados, desmarcaram consultas e fecharam serviços – e ninguém contestou. Porquê?

A Unidade de Saúde Local de Sacavém, onde trabalha o secretário-geral do sindicato dos médicos, encerrou; a urgência de Peniche encerrou. Quantos esclarecimentos foram dados?

Não temos dúvidas de que para alguns esta seria uma oportunidade ideal para destruir o nosso Sindicato. Desenganem-se os que pensam assim! 

Este não é o momento para fazer política. Lutaremos até ao fim pela proteção dos nossos trabalhadores, sócios, beneficiários e suas famílias – este é o nosso principal objetivo.

 

Por que foram tomadas estas medidas?


  • Em 19 de março foi suspensa a atividade do Centro Clínico, Postos Periféricos e Regionais:

 Estas unidades de saúde funcionam essencialmente para atos     programados, como consultas, análises, tratamentos, loja de ótica e parafarmácia.

Sem querer de forma alguma minimizar a relevância destes atos nem a sua importância para cada um dos nossos beneficiários, por não se tratar de situações clinicamente consideradas urgentes impunha-se o encerramento daquelas instalações, com o cancelamento dos agendamentos feitos até final de abril, prevendo-se a sua remarcação logo que as circunstâncias inerentes à pandemia o permita.

Não pode ser descurado que naquelas unidades circulam diariamente milhares de pessoas (só no Centro clínico, cerca de 5.000 por dia). O seu normal funcionamento favoreceria a aglomeração de pessoas – muitas das quais sujeitas às medidas mais rigorosas do recolhimento recomendado pelas entidades competentes.

Contudo, não abandonámos os nossos beneficiários e salvaguardámos o apoio aos chamados grupos de maior risco (grávidas, doentes oncológicos, cardíacos).

Mantiveram-se, nomeadamente:

1. Tratamentos de quimioterapia e radioterapia;

2. Consultas por telefone de acompanhamento em oncologia;

3. Diálise;

4. Acompanhamento de grávidas;

5. Fornecimento de medicamentos hospitalares e pensos especiais;

6. Urgência de pediatria, ginecologia e obstetrícia no hospital CUF Descobertas;

7. Prescrição urgente de medicamentos, baixas médicas, orientações clínicas de adultos e crianças, através da linha 210 499 999, opção 3; 

8. Substituição do apoio domiciliário por consultas online ou por telefone com um médico (só em casos extremos será enviado o médico ao domicílio);

9. Recurso à rede prestadora da AdvanceCare, com acesso a todas as especialidades e em todo o País, na eventualidade de algum beneficiário não poder esperar pela normalização dos nossos serviços.

 

  • Em 20 de março fechámos o Hospital:

 Como é do conhecimento geral, registou-se um surto de COVID-19 no nosso Hospital, que atingiu profissionais de todas as áreas médicas e alguns doentes, e culminou com o encerramento do atendimento permanente pela DGS.

Foram realizados 710 testes, que revelaram um número significativo de "positivos" e aplicou-se o protocolo, que obriga à quarentena de um elevado número de profissionais, pelo que, obedecendo às normas em vigor, a DGS interveio e deliberou o encerramento das urgências e, consequentemente, a imediata descontaminação do Hospital.

Tal como tem sido noticiado, um profissional de saúde portador do vírus obriga à quarentena de todos aqueles que com ele fazem equipa ou estabelecem contacto, o que, no momento, reduziu drasticamente o número de profissionais disponíveis.

 

  • Em 20 de março fechámos Centro de Férias e Formação:

Fechámos o Centro de Férias, porque em fase de isolamento obrigatório não iriamos receber ninguém. A norma é permanecermos em casa.

Neste momento, a instalação está à disposição do Sindicato e da Câmara Municipal de Ferreira Zêzere, para fazer face a qualquer necessidade.

 

  • Em 22 de março fechámos o Parque de Campismo:

Na sequência das medidas impostas pelo Governo com vista à tentativa de controle da pandemia, e tal como sucedeu às outras instalações similares do País, fomos obrigados a fechar o parque de campismo.

Manteve-se em funcionamento apenas o essencial para garantir o apoio aos campistas que comprovadamente nele residem.

Neste momento, a capacidade instalada está ao dispor da Proteção Civil de Faro, para qualquer necessidade.

 

  • Em 23 de março iniciámos o processo de requisição de Lay Off:

Face ao exposto e à redução da atividade a serviços mínimos, facilmente se conclui que muitos dos nossos trabalhadores não estão a exercer as suas funções e poucos poderão efetuá-las em regime de teletrabalho.

Como o Relatório e Contas do Sindicato evidencia, a receita do SAMS – contribuições de bancários e Bancos – é canalizada na sua totalidade para a comparticipação de despesas dos nossos beneficiários.

A paragem da atividade impunha medidas urgentes para garantir a manutenção dos postos de trabalho e a salvaguarda do SAMS, obrigando-nos a recorrer ao mecanismo legal disponibilizado – e já agora, aconselhado pelo Governo para estas situações.

Nenhum funcionário do SAMS ou do Sindicato foi "despedido por um mês", conforme alguns tanto apregoaram e a quem alguma comunicação social, sabe-se lá porquê, deu ênfase. Ao contrário, precisamos de todos para a retoma.

 

  • Em 1 de abril criámos um procedimento rápido para as comparticipações:

 

Durante o período em que vigorar o estado de emergência, e devido às restrições impostas, o SAMS disponibiliza aos beneficiários um endereço eletrónico para envio de despesas para comparticipação.

Reiteramos a informação sobre como proceder:

 contacto telefónico – 210 499 999, seguido da tecla 1 + 2+ 1 

 endereço eletrónico – comp.diretas@sams.sbsi.pt

 

  • Lar de Idosos

Lembramos também que o nosso Lar de Idosos em Azeitão, com uma ocupação plena, merece uma preocupação muito especial, quer pela vulnerabilidade dos residentes quer pela sua elevada concentração.

 

As decisões que tomámos visaram quebrar a cadeia de o contágio entre os nossos beneficiários e trabalhadores.

Não obstante alguns que se manifestam contra nas redes sociais, a nossa prioridade são os Bancários!

Deixamos aqui um resumo do que temos feito – e explicado aos nossos sócios, através de inúmeros comunicados.

Manteremos esta preocupação de informar e, acima de tudo, continuaremos a tomar medidas para minimizar os efeitos dramáticos da pandemia e a apoiar os nossos beneficiários.

 

O QUE VAMOS FAZER JÁ ….

Apesar das medidas preventivas que tomámos diariamente, avaliamos a possibilidade de retomar gradualmente a atividade.

Assim, vamos:

- Abrir faseadamente o hospital a partir da próxima semana;

- Adequar, face à situação, a oferta da atividade clínica no Centro Clínico de Lisboa para:

  • atender casos de necessidade inadiável, o que exige obrigatoriamente contacto telefónico prévio (210 499 999, opção 3);

  • assistência presencial por referenciação interna prévia, como consulta de gravidez, pensos, oftalmologia (glaucoma), cardiologia e pediatria, entre outros;

  • marcação e referenciação programada, como patologia clínica e imagiologia.

- Continuar a trabalhar para garantir a manutenção dos cuidados de saúde aos nossos beneficiários.

 

Veja aqui os serviços disponíveis