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Napoleão ou O Complexo de Épico
14/02/2020 09:00
SBSI
Desta feita não é um “clássico”, como o eram Electra ou Hamlet, a chegar à Tenda do Chapitô. Àquele que é o palco de excelência para os mais hilariantes acometimentos no cânone dramatúrgico ocidental, certamente levados a cabo pela companhia mais imprevisível do teatro lusitano, chegam as atribulações de “uma vida romanesca que reúne todos os ingredientes para uma boa história”.

o amado quanto odiado, o grande protagonista deste “épico” (não se nega padecer de tal “complexo”!) teatral é Napoleão Bonaparte, ativista político e militar durante a Revolução Francesa e, de 1804 a 1814, magnânimo imperador dos franceses, fossem eles gauleses de plena geografia ou meros subjugados no rolo compressor da máquina militar engendrada pelo pequeno grande líder dos exércitos revolucionários.

Vasculhando nos versos e reversos da história, a Companhia do Chapitô oferece uma visão hilariante e bem-disposta, mas também reflexiva e poética, sobre essa “figura carismática e controversa” que nos coloca “questões políticas e sociais tão pertinentes hoje como há mais de dois séculos.” FB

Ficha técnica
Companhia do Chapitô. Criação coletiva;
Dramaturgia: Ramón de Los Santos;
Encenação: Cláudia Nóvoa e José C. Garcia;
Interpretação: Jorge Cruz, Susana Nunes e Tiago Viegas.

De quinta a domingo, às 22h00, até 15 de março, no Chapitô.

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