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SINE, cinema das Filipinas
08/11/2019 09:00
SBSI
A Cinemateca proporciona aos espetadores portugueses uma viagem pelo cinema das Filipinas, que só é conhecido na Europa através de alguns poucos autores, como Lino Brocka, “descoberto” nos anos 80 e, nos dias de hoje, sobretudo Brillante Mendoza, Lav Diaz ou Raya Martin. No entanto, a cinematografia filipina arrancou cedo, as primeiras longas-metragens datam dos anos de 1910. Por outro lado, e por diferentes razões muito do seu passado é hoje um continente considerado perdido, o que torna difícil ou praticamente impossível organizar uma retrospetiva que abranja as décadas iniciais. Este facto e a própria ênfase que se desejou dar às décadas que (com os dados conhecidos à data presente) são quase sempre assumidas como “décadas de ouro” desse longo percurso, levaram a optar por um programa que compreende a exibição de filmes realizados entre 1950 e 2015. Estes foram divididos em três grandes capítulos, que ilustram três períodos da vasta e complexa cinematografia filipina: A Primeira Idade de Ouro, com Genghis Khan e Noli Me Tangere, que marcam o triunfo de um cinema industrial e popular; A Segunda Idade de Ouro, que apresenta as obras contundentes e realistas de Lino Brocka e um filme original de Tahimik contemporâneos de produções “grande público”; e A Ascensão dos Filmes Independentes, representada por nomes consagrados e por outros, pouco conhecidos fora das Filipinas.

De 8 a 30 de novembro, na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. Programação completa aqui.

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