BANCARIO nº 157 - page 10

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O Bancário
I
25 fevereiro
I
2014
Consulta do Viajante
O que fazer
antes de partir de férias
A funcionar no Centro
Clínico desde 2011,
a consulta é cada vez
mais procurada por quem
vai visitar países de risco
ou trabalhar no estrangeiro
E
LSA
A
NDRADE
SAMS
A
mante de jornadas em países longínquos, a
médica Ana Frazão especializou-se emMe-
dicina de Viagem e desde setembro de 2011
assegura a Consulta do Viajante do SAMS, cuja
frequência não para de aumentar.
Embora nem todos os beneficiários saibam
ainda da sua existência no Centro Clínico, a con-
sulta tem sempre o horário preenchido, razão
por que irá funcionar também em alguns sába-
dos.
Sempre muito procurada pelos sócios que
pretendem participar nas viagens organiza-
das pelo Sindicato, nos últimos tempos tem
aumentado a presença dos que vão trabalhar
para Angola ou Moçambique, e que represen-
tam já "uma elevada percentagem", refere
Ana Frazão.
Instrumento de prevenção para quem pla-
neia umas férias ou viagem de negócios a paí-
A médica tem a preocupação de se manter
constantemente atualizada sobre novos sur-
tos de doença, de forma a aconselhar conve-
nientemente os beneficiários conforme o lu-
gar para onde tencionam ir.
No que diz respeito à vacinação, há duas
obrigatórias: a vacina da febre-amarela para
Angola e a da meningite meningocócica para
a Arábia Saudita. As restantes são recomen-
dadas: hepatite A e B, febre tifoide, tétano e
"todas as que fazem parte do Plano Nacional
de Vacinação, de acordo com a idade".
As vacinas podem ser tomadas no SAMS,
exceto as internacionais, que têm obrigatoria-
mente de ser feitas num Centro de Vacinação
Internacional.
Após o regresso, recomenda-se que os via-
jantes voltem à consulta, sobretudo se são
portadores de doença crónica ou revelem sin-
tomas de alerta como febre, diarreia, doen-
ças de pele ou respiratórias. "Quem conside-
re que esteve exposto a algum tipo de doen-
ça e os viajantes de longa duração (mais de
três meses) também devem ir", conclui Ana
Frazão.
Q
E
is alguns conselhos fundamentais prestados na consulta:
- Cuidados a ter com água e alimentos, para a prevenção da diarreia do viajante, a causa
mais comum de doença em viagem;
- Recomendações sobre o uso de repelentes de insetos;
- Sugestões sobre a farmácia do viajante;
- Escolha do antimalárico adequado para a prevenção da malária ou paludismo em países
com malária endémica;
- Cuidados especiais com a exposição solar;
- Recomendações especiais sobre viajar em altitude (por exemplo, Cusco, no Peru) ou em
profundidade (mergulho).
Conselhos
úteis
ses de risco, a consulta tem por objetivo infor-
mar, vacinar e fazer a profilaxia da malária.
"Todas as pessoas que vão viajar devem ir à
consulta", explica a médica, lembrando que há
grupos que necessitam de particular atenção. É
o caso de crianças, idosos, grávidas ou indivíduos
que precisam de cuidados especiais.
A ida à Consulta do Viajante é aconselhável
sobretudo a quem pretende visitar países asiáti-
cos, africanos ou da América do Sul. Na Europa
há também algumas regiões de risco, nomeada-
mente os estados centrais, onde a encefalite
transmitida pela carraça é endémica.
"A consulta deve ser feita quatro a oito semanas
antes da partida. É conveniente trazer o boletim de
vacinas e uma lista da medicação habitual", explica
Ana Frazão, adiantando que foi criado um modelo
de ficha clínica próprio, através da qual se pretende
saber se o futuro viajante sofre de alergias, se teve
doenças ou foi submetido a cirurgias.
Ana Frazão é a médica
responsável pela Consulta
do Viajante
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